Batushka @ Santiago, Chile

Poloneses do Batushka, em Santiago, Chile

Sinistro @ Santiago, Chile

Acompanhando os amigos do Sinistro no primeiro show deles na América Latina

Krisiun na Hocus Pocus, São José dos Campos

Haja ISO para conseguir fotografar o Krisiun na Hocus Pocus! A saída foi [tentar] fazer umas fotos conceituais e usar o escuro como recurso, o famoso "vai que cola". Colou.

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Gorgoroth no Hangar 110

Obrigado Gorgoroth pelas poses e por fazer tudo tão fácil mesmo à luz tão baixa.

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Hot Water Music e as 3 músicas de limite para fotos

 O pit, cheio

O pit, cheio

Fiquei muito tempo sem fotografar shows e tinha me esquecido do limite de 3 músicas.

Para quem não é da área e não sabe, é bem comum - no mundo inteiro - permitir que os fotógrafos fiquem no pit (área entre a grade que segura o público e o palco) por apenas 3 músicas para registrar o show.

Fotografando o Sepultura (e adjacentes), posso dizer que sou bastante privilegiado (ou mimado) nesse ponto, por ter acesso total ao palco e arredores durante o show inteiro. Isso quer dizer que tenho aproximadamente 1h30min e uma infinidade de lugares para escolher de onde clicar.

O que permite diferenciar o trabalho e tirar fotos assim:

Mas o normal é estar na posição de qualquer fotógrafo e ter ~15min limitado à frente do palco para resolver o trabalho.

Hoje fui fotografar o Hot Water Music com essa condição: 3 músicas do pit e mais nada. Para completar o desafio eu mal conhecia a banda, então antes de chegar fiz uma breve lição de casa: descobrir a formação da banda, ver fotos de outros shows e saber quem é o cara principal a ser fotografado, no caso, Chuck Ragan.

Diferenciar suas fotos fica muito mais díficil quando você está com as mesmas condições que 10 ou mais outros fotógrafos, e essa é a parte mais divertida desse trabalho : )

Aqui minhas tentativas de hoje:

Ratos de Porão no SESC Pompéia

Duas galerias do Ratos. Uma normal e outra só do Juninho se entortando.

Meu primeiro show com a Canon 5D Mark IV - Sepultura em Indaiatuba

Esse ano eu voltei a trabalhar com o Sepultura e tem sido um grande flashback na parte de fotografia para mim. Foi fotografando o Sepultura informalmente que em 1999 eu descobri que fotografia viraria algo importante na minha vida.

 Sony Cyber-shot DSC-F1 

Sony Cyber-shot DSC-F1 

Comprei minha primeira Sony Cyber-shot nessa época, uma DSC-F1. Mas o sensor de INCRÍVEIS 0.3 megapixels deixava tudo muito precário e por isso acabei optando pelo filme, que na época ainda era algo bem comum.

Comecei com uma Pentax 1973 do meu pai e, como muita gente, aprendi tudo na tentativa e erro.

 A Pentax 1973 do meu pai

A Pentax 1973 do meu pai

Mais para frente, e também mais confiante com os resultados das fotos, resolvi comprar meu primeiro kit de verdade. Uma Canon EOS-1N e uma Sigma 24-105 ƒ2.8.
E foi com esse kit que comecei a fotografar de verdade. Tenho até hoje guardado caixas e caixas de negativos revelados. Na época eu revelava os filmes e pedia apenas a impressão de um index, para poder selecionar as boas com um conta fios e só então fazer as ampliações.
Então se o show tinha sido sábado, eu só teria as fotos prontas e ampliadas na minha mão 5 dias depois. É algo impensável hoje com as digitais.

 Canon EOS-1N - Sim, ela funciona e sim eu uso até hoje : )

Canon EOS-1N - Sim, ela funciona e sim eu uso até hoje : )

Fotografar shows não é uma tarefa fácil e não poder ver o resultado instantaneamente tornava o processo todo ainda mais difícil. Por conta disso adotei um processo um pouco nerd e metódico, mas que me ajudou muito na fase de aprendizado (e poder fotografar o Sepultura praticamente 2x todo final de semana, claro, também ajudou muito):
- Eu separava 2 filmes de 36 fotos para cada show e fazia 4 blocos de 18 fotos. Para cada bloco eu usava uma combinação de abertura/velocidade e anotava tudo.
- Depois de revelado, eu comparava os blocos de 18 fotos e batia com minhas anotações para saber qual tinha funcionado melhor em cada situação.
- No final de semana seguinte eu repetia o processo, e repetia os ajustes que tinha gostado dos resultados.

Algumas fotos da época em Fujifilm Superia 1600 (puxado para 3200):

Em dezembro de 2005 fui para NY acompanhar o Andreas Kisser em um show comemorativo dos 25 anos da Roadrunner Records. Era muita banda e muitos músicos a noite inteira, e filme não era uma opção muito inteligente ($). Foi então que comprei minha primeira DSLR, uma Canon EOS 350D. (Foi também a primeira vez que fui na B&H Photo como fotógrafo 😬).

Resultado bem mais ou menos, mas consegui registrar a noite e aprendi a trabalhar com uma DSLR na marra:

Resolvi contar tudo isso porque ontem eu fui com o Sepultura para Indaiatuba com minha câmera nova na mochila. Uma Canon 5D Mark IV, minha primeira full frame.

E eu me senti de volta à época do filme. Por dois motivos:
- Primeiro (ruim) porque eu tinha que parar e olhar para a câmera toda hora, botões em lugares diferentes, regulagens diferentes, compensar isso ou aquilo, testando TUDO com o brinquedo novo na mão. Eu já estava em modo automático nos shows do Sepultura há pelo menos 10 anos. E ontem quase pareceu que eu estava começando de novo.
- Segundo (bom) e mais importante: FULL FRAME ❤️. Desde que migrei para o digital eu tinha uma leve decepção de nunca mais chegar nos resultados que eu chegava com filme 35mm. E ontem finalmente eu cheguei. 

Fim : )

Resultados da noite: